Blog do Consultor e Professor de Graduação e Pós Graduação José Carlos Nunes Barreto
domingo, 19 de setembro de 2021
A Economia da Água
domingo, 5 de setembro de 2021
Os Novos Refugiados 2
sábado, 4 de setembro de 2021
Freakonomics ou Eureca!
No Vale de Ossos Secos
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
As Pedras do Caminho2
"Pedras no caminho, indago...Guardo todas... um dia vou construir um castelo"(Fernando Pessoa)
Leio postagem de um colega engenheiro,
criticando a omissão (que não é de hoje) do CREA, na esteira das reformas
vigentes que servem, muitas vezes, somente para abater o piso salarial dos
engenheiros.
E isso, não só limita a entrada de novos profissionais
no mercado, tantas vezes aviltado, mas
colabora para que empresas não escolham
bem funcionários, excelentemente preparados em Engenharia de Produção e
Segurança, Engenharias Química e Mecânica ,por exemplo, com conhecimentos
profundos de processos e BPF- Boas práticas de Fabricação.
E que incluem o APPPC- Análise de Perigo e
Pontos Críticos de Controle, o que evitaria a contaminação da cerveja
pelo fluido de arrefecimento, que só deveria passar, com estanqueidade, nas
serpentinas dos tanques do processo cervejeiro, e nunca contaminar o produto a
ser ofertado ao público, pois é tóxico e mortal, como acontecido no caso na
cervejaria Backer!
Lamentável formarmos engenheiros e administradores, que precisam permanecer como operadores de luxo em máquinas de processos industriais, por não haver lugar para os mesmos nas fábricas, que não os contratam. Tomara que este acidente sirva para que autoridades competentes, verifiquem e valorizem os responsáveis técnicos de engenharia nas fábricas, não só de alimentos, deste País. Basta de acidentes evitáveis. Basta de omissões!
Neste contexto, volto a comentar a operação da empresa DMAE- aqui de Uberlândia, do qual sou um cliente insatisfeito, deste que é um monopólio, na verdade uma estrutura de mercado, que não tem apreço pelas críticas e demandas de quem compra seus produtos, e isso nunca acaba bem para o público consumidor, que usa os bens ou serviços advindos destes processos...
Uma empresa de saneamento, que deveria investir na operação, é usada pelo prefeito para manipular os gastos do orçamento municipal- a famosa pedalada usada nos tempos da Dilma, é também um cabide de empregos - cartilha da velha política, com sua sublime missão deixada em segundos e terceiros planos.
Nela, faltam trabalhadores qualificados, falta supervisão, faltam EPIs e equipamentos essenciais ao serviço de manutenção das redes. A terceirização acentua o problema, e aumenta a distância entre a organização e o cliente. E, historicamente, vender água tratada, coletar lixo e esgoto, tem se tornado um foco de propinas, e financiamento do crime organizado dentro dos governos, no País inteiro, e aqui, acredito, não deve ser diferente...
Um parlamentar fez uma denúncia ao MPE, contra as evidencias de desvios de recursos na legislatura passada, e apesar de 20 dos 27 colegas estarem presos e com seus mandatos cassados, apesar de desvios de finalidade de recursos, e da total falta de propósito em melhor atender a clientela, as medidas saneadoras do MPE, não chegaram ao executivo, e ao DMAE, por isso, creio, o atual prefeito foi reeleito, inclusive com novas evidências de desvio de dinheiro do Covidão para fazer viadutos, contaminando o mandato recém iniciado. Mais um desastre evitável, e bem aqui em nosso torrão.
Até quando, indago...
José Carlos Nunes Barreto
Pós doutor e Sócio da DEBATEF Consultoria
quinta-feira, 29 de julho de 2021
O Absurdo do Assédio Moral
Vivemos um momento de extrema penúria em termos de segurança jurídica. O TSE vai e volta em suas interpretações sobre verticalização das coligações partidárias para as próximas eleições. Uma enxurrada de decisões dos tribunais superiores deram liberdade a criminosos, corruptos e prejudicaram as CPIs do Congresso nacional ao ”blindarem” alguns ilustres investigados. Tudo isto em setores, em que a lei é muito clara.
Imagine alguém que precisa procurar a justiça, numa área em que legalmente não há clareza, como na questão do assédio moral. Que é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras, à situações humilhantes e constrangedoras, durante a jornada de trabalho, e no exercício de suas funções. Se no caso, é sobre professores mestres e doutores, a coisa fica mais confusa ainda ,pois se trataria de uma “elite” que estaria muito bem colocada na vida, e por isto, nem precisaria de atenção do estado e da justiça.
Absurdos estão acontecendo, e a sociedade está impassível. Calada e autista. As relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, principalmente em universidades particulares “caça níqueis”, fazem os professores que obtiveram o título de doutor, “esconderem” o mesmo, com medo de serem demitidos. Há um pacto de tolerância e silêncio, que faz a vítima, gradativamente se desestabilizar, fragilizar-se e perder sua auto estima. A organização tem uma degradação de seu clima organizacional, onde passa a imperar atitudes e condutas negativas dos chefes, sobre os subordinados. As vítimas são isoladas do grupo , hostilizadas , ridicularizadas, e desacreditadas diante de seus pares, forçando-o muitas vezes a mudar de emprego, e dependendo da especialidade, de região.
A revista Banas Qualidade de abril de 2006, entrevistou o consultor e especialista em assédio moral no trabalho ,Gustavo Galleazzo. Dele :”O assédio moral é um processo que vai congelando o profissional e o tira do centro de decisão. Quando você o tira do centro de decisão, a capacidade de informação vai se esvaziando. E os prejuízos para empresa são infindáveis. Primeiro há o reflexo na produtividade . Depois é um risco para a empresa porque o assediado começa a ficar tenso, desgostoso com a organização e começa a divulgar informações sigilosas, deixando de ter zelo com a informação, deixando de ter zelo com os processos” Nada mais claro.
Contudo, foi cruel demais o acontecido tempos atrás ao professor doutor Bernardo Bernadino, de um Centro universitário yYY. Negro lutou até ser doutor. Éramos colegas de trabalho, mas sua vida mudou após resolver agir contra este estado de coisas, através de uma legítima ação sindical, nunca aceita pela mantenedora da instituição. Que lhe cortou os vencimentos, após escrever um simples artigo reinvidicatório. As últimas notícias que tive dele não foram nada boas.
Havia tentado o suicídio após seis meses de privações com água e luz cortadas e sendo socorrido por colegas. Sobreviveu com muitas sequelas físicas e emocionais. Eu, como o mais velho do grupo, tive de vir a público responsabilizar a direção da IES pela vida deste professor, que defendeu os interesses da classe tantas vezes vilipendiada e predada. Claro que sofri represálias, mas faria tudo de novo, e isso foi há 20 anos.
Hoje, vejo acontecer de novo este processo, até em universidades públicas federais , em que pesquiso e estudo. Uma verdadeira praga contra a inovação e a criatividade, que os supostos autores destes crimes - e ainda se intitulam gestores, buscam alcançar com suas desastradas atitudes.
José Carlos Nunes Barreto
Pós-Doutor e Sócio fundador da DEBATEF Consultoria
domingo, 25 de julho de 2021
A Agenda Oculta
“ Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante, a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo, ou um rio. E, a sua morada será sempre o coração do homem.”
Thiago de Mello
Após o empeachment de Dilma Roussef em 31 de agosto de 2016, Lula e Dilma foram ao funeral de Fidel Castro, em 25 de novembro do mesmo ano, onde confabularam com bolivarianos. Deixaram de ir ao funeral da chapecoense que uniu colombianos, brasileiros e o mundo. Maduro já estava louco, e a Venezuela derretia, mesmo assim, a agenda lulocastrista se estabelecia, embora escondida e envergonhada, na política de esquerda, então derrotada no País.
Todo mês ficamos à espera dos rendimentos, auferidos pelas atividades que nos sustentam, quer sejam trabalho, investimentos ou aposentadorias. Todos ganhos de forma honesta, pelo menos para a esmagadora maioria dos incluídos, socialmente falando. Existe uma minoria que trafica influência, entorpecentes, fauna e gente. Para esses, não existe espera, porque os ganhos são enormes, e a curva do crescimento da riqueza ,se torna exponencial em pouquíssimos anos. No meio destas duas situações, perdido, está o socialmente excluído. Quem não tem rendimento nenhum. Zero de grana, vivendo seja de bolsas do estado, de ONGS, doações ou de favor. Alguns chegam à beira do desespero da fome, e são cooptados pelo mundo do crime.
São bilhares no mundo, 46 milhões aqui no Brasil da bolsa esmola(que o governo federal diz que são invisíveis). Na França, da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, três gerações de imigrantes africanos, latinos e turcos amargam a falta de oportunidades, e sobrevivem na periferia , com o bolsa família de lá. A falta de possibilidade de sonhar, nos jovens, faz crescer a revolta social , e as chamas da violência sobre Paris. Nos morros do Rio, armamentos de última geração, financiados com dinheiro de drogas municiam uma guerra suja, de sangue e de palavras.
Para os governos do Estado e da cidade do Rio, vale dizer para o poder público, o importante é criminalizar a favela, vociferar que só nascem bandidos lá, o que não é verdade, pois são trabalhadores reféns do crime organizado, em sua esmagadora maioria. Esta é mais uma agenda, para ocultar a ineficiência do estado, em subir nos elevadores sociais das avenidas beira mar, e flagrar os “incluídos” consumindo as drogas do morro nas festas noturnas, após terem participado pela manhã, de passeatas contra a violência, de que são vítimas pelas armas do tráfico.
Nestas festas, delegados, professores universitários, artistas , juízes etc., juntamente com suas famílias , se confraternizam , fazem “networking” e traficam influência após alguns uíques e uso de drogas ilícitas. E, não são criminalizados por financiarem assim, o tráfico de drogas e armas, que matará algum dos seus nos próximos dias. Há uma importante agenda oculta, neste comportamento da sociedade incluída, qual seja “ na noite tudo se pode e tudo se sabe...”.
Me fez então lembrar os versos de Thiago de Mello em tela: a tal liberdade como pântano enganoso das bocas, na visão do poeta, se exacerba, e só os fará acordar na manhã seguinte, entre lençóis de cetim azul, e pontos de interrogações, tipo o que eu fiz? E quem é você? Presa a grilhões da dor da dependência, e ao choro contido do arrependimento.
Quantas “mentiras sinceras” são levadas em conta, pela sociedade, afim de esconder “ verdades inconvenientes”? Por exemplo, que o mensalão do governo tucano de Minas Gerais em 1998, não roubou o Estado para tentar reeleger-se. Que há liberdade na Venezuela de Maduro e na Cuba dos Castros, e que não há agenda oculta no Foro de São Paulo de Lula...
Concluo sonhando sobre como seria o mundo, sob as asas da liberdade do ideário republicano, não nas bocas , mas nos corações, qual fogo a inflamar verdades e gerar soluções para todos: acordo pedindo voto auditável , prisão em segunda estância , prisão para quem desviou dinheiro da saúde na pandemia, e o fim desta vergonhosa CPI do fim do mundo!
Tenho dito.
José Carlos Nunes Barreto
Pós-doutor e Editor Executivo da Revista Sciencomm