Blog do Professor Barreto
Blog do Consultor e Professor de Graduação e Pós Graduação José Carlos Nunes Barreto
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Resíduos "POPs"
“Saber fazer e não fazer ainda é não saber” (adaptado)
Pop é popular, querido, daí a incongruência deste adjetivo ao falarmos de resíduos, que são antiafetivos, antiestéticos, mal cheirosos, têm impacto de longa duração, o que explica o fato de sempre querermos afastá-los para longe de nossas tendas desde tempo imemoriais.
Os resíduos de castelos europeus na Idade média eram jogados pelas janelas para seus exteriores, lugar onde ficavam os párias da sociedade. E os nossos de hoje, muito mais volumosos e perigosos, indago.., Em 80% dos casos, são colocados nos lixões e nas periferias onde vivem os pretos e pobres - dados do IBGE e do IPEA.
Segundo definição da ABNT NBR 10004, resíduos sólidos são resíduos nos estados sólidos ou semi sólidos que resultam de atividades de origem industrial, domésticas, hospitalar, comercial, agrícola,, de serviços e varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornam inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis à melhor tecnologia disponível.
Chegamos ao ponto: ”pops” são poluentes orgânicos persistentes-“uma classe multivariada de substâncias que abarca de inseticidas e fungicidas a cosméticos e materiais de limpeza”- os chamados xenobióticos, ou seja, substâncias ativas estranhas ao organismo, incorporadas muitas das vezes como micro resíduos ( da ordem de 0,00000001g) através da alimentação, da água, e do ar: os hormônios ambientais- outra denominação dada por alguns autores- tem efeito devastador sobre a fertilidade masculina, e tem sua origem nesta civilização petroquímica. Segundo a publicação” Sementes de preocupação”-Nature (www.nature.com de 5/11/2004- esses resíduos são suspeitos de causar danos nos aparelhos reprodutivos dos jacarés da Flórida e à homens do mundo inteiro.
Marcelo Coelho replicou a matéria em patético artigo no jornal “Folha de SP”de (7/11/2004). Intitulado “Xenobióticos e o crepúsculo do macho”. Eis os fenômenos observados pelos pesquisadores australianos sob a liderança de John Aitken da Universidade de New Castle: 1) baixa contagem de espermatozóides 2)câncer de testículo3)má formação genital(um ou 2 testículos permanecem na cavidade abdominal);4)hipospadia- canal da uretra se abre na parte de baixo do pênis
Esses dados alarmantes apresentados pelo médico Aitken e equipe são claros ao mostrar que cada vez mais os
espermatozóides só tem cumprido seu papel graças a clínicas de produção assistidas. Até 6% dos partos em países desenvolvidos só ocorreram porque os espermatozóides de baixa qualidade foram inoculados nos óvulos das parceiras através de micro agulhas em ambiente de laboratório altamente qualificado.
Resíduos perigosos não são brincadeira. Saber dispor e não fazê-lo é crime de lesa humanidade. Você sabia que em Udia, segundo dados obtidos da Feam, cerca de 230 ton de resíduos classe1- perigosos-são gerados todo Mês, e que há uma fraca política municipal de disposição dos mesmos, indago...O mesmo ocorre em milhares de cidades Brasil afora, e o tema sequer foi discutido com a profundidade adequada ,como deveria, na COP 30 récem terminada em Belém.
José Carlos Nunes Barreto
Pós doutor ,Especialista em Saúde Ambiental e Sócio da DEBATEF Consultoria
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Proposta de Integração à Matriz de Risco ESG Internacional via Chat GPT(continuação)
4. Governança e Política Pública
Criação de Autoridade Regional de Segurança Hídrica.
Integração ANA, estados e municípios.
Tarifação progressiva e incentivo à eficiência.
Contratos de performance para concessionárias.
5. Comparativo de Soluções
Solução Custo Impacto Confiabilidade
Redução de perdas Médio Muito alto Alta
Reuso de água Médio Alto Alta
Chuva artificial Baixo/médio Baixo Baixa
Dessalinização Alto Alto Alta
Captação de chuva Baixo Médio Média
6. Conclusão Técnica
Chuva artificial não resolve escassez estrutural.
A solução real é sistêmica, integrada e escalonada.
Cada R$ 1 investido em redução de perdas retorna mais água do que qualquer tecnologia de indução de chuva.
7. Expansões Técnicas Solicitadas
7.1 Quantificação de volumes recuperáveis (Cantareira como referência)
Base: Produção média histórica do Sistema Cantareira ≈ 33 m³/s (~2,85 milhões m³/dia).
a) Redução de perdas
Perdas médias estimadas: 35%.
Meta factível: redução para 25% em 5 anos.
Água recuperada: ~285 mil m³/dia (≈ 3,3 m³/s).
Equivalência: novo reservatório médio sem obra de barragem.
b) Reuso urbano e industrial
Potencial inicial: 10% da demanda metropolitana.
Volume: ~250–300 mil m³/dia.
Impacto: liberação direta de água potável para consumo humano.
c) Captação descentralizada de chuva
Adoção em 20% das residências.
Ganho estimado: 80–120 mil m³/dia (uso não potável).
d) Chuva artificial (cenário otimista)
Incremento médio: 5–10% apenas em períodos com nuvens favoráveis.
Ganho real anual: altamente variável, não garantido.
7.2 Nota técnica para governo (Policy Brief – resumo executivo)
Mensagem-chave:
Cada R$ 1 investido em redução de perdas gera de 4 a 7 vezes mais água do que tecnologias de indução de chuva.
Chuva artificial deve ser classificada como medida emergencial complementar, nunca como política central.
Recomendações prioritárias:
Programa nacional de redução de perdas (metas contratuais).
Marco regulatório para reuso de água em larga escala.
Fundo federal de segurança hídrica com foco regional.
Integração ANA–Estados–Municípios via autoridade de bacia.
7.3 Modelo econômico comparativo (ordem de grandeza)
Solução Custo médio (R$/m³) Confiabilidade Observação
Redução de perdas 0,80 – 1,50 Alta Retorno permanente
Reuso de água 2,00 – 4,00 Alta Demanda infraestrutura
Captação de chuva 1,50 – 3,00 Média Uso local
Dessalinização 4,00 – 7,00 Alta Alto custo energético
Chuva artificial >5,00 (incerto) Baixa Sem garantia
Conclusão econômica:
Chuva artificial apresenta VPL negativo como solução estrutural; redução de perdas e reuso apresentam VPL positivo robusto.
7.4 Plano de Gestão de Riscos Hídricos – ISO 31000 (síntese)
Contexto: escassez hídrica recorrente e eventos extremos.
Principais riscos:
Falha de abastecimento urbano.
Impacto econômico-industrial.
Conflito entre usos (urbano × agrícola).
Crise social e sanitária.
Avaliação:
Probabilidade: Alta.
Impacto: Muito alto.
Tratamento dos riscos:
Mitigação: redução de perdas, reuso, diversificação.
Transferência: seguros climáticos (agro).
Aceitação controlada: chuva artificial apenas como contingência.
Indicadores (KRI):
% de perdas na rede.
Volume de reuso (%).
Nível de reservatórios.
Consumo per capita.
8. Integração com ESG e Gestão de Riscos Corporativos
8.1 Enquadramento ESG (Environmental, Social, Governance)
E – Ambiental
Segurança hídrica como ativo ambiental crítico.
Redução de perdas e reuso = diminuição de pressão sobre mananciais.
Infraestrutura verde e recarga de aquíferos como soluções baseadas na natureza (NbS).
Indicadores ambientais sugeridos:
% de água reutilizada.
Índice de perdas na distribuição.
Consumo específico (m³/unidade de produção ou m³/hab).
Pegada hídrica corporativa.
S – Social
Continuidade do abastecimento como fator de saúde pública.
Redução de conflitos pelo uso da água.
Inclusão hídrica no semiárido (cisternas e abastecimento descentralizado).
Indicadores sociais:
População exposta a racionamento.
Dias/ano sem interrupção de abastecimento.
Investimento social em acesso à água.
G – Governança
Água como risco estratégico no nível de conselho.
Integração entre planejamento hídrico, climático e financeiro.
Contratos de performance com metas de eficiência.
Práticas de governança:
Comitê de Risco Hídrico.
Relato em padrões GRI 303 / SASB / TCFD.
Auditoria periódica de riscos climáticos e hídricos.
8.2 Integração com Gestão de Riscos (ISO 31000 / COSO ERM)
Risco Estratégico: indisponibilidade hídrica comprometer operações, reputação e valor econômico.
Mapa de Riscos – visão simplificada:
Risco Probabilidade Impacto Resposta
Escassez hídrica Alta Muito alto Mitigar
Dependência de reservatórios Alta Alto Mitigar
Falha regulatória Média Alto Tratar
Eventos climáticos extremos Alta Alto Mitigar/Transferir
8.3 Planos de Tratamento Integrados
Mitigação:
Redução de perdas.
Reuso de água.
Diversificação de fontes.
Transferência:
Seguros paramétricos climáticos.
Parcerias público-privadas.
Preparação (resiliência):
Planos de contingência.
Chuva artificial apenas como gatilho emergencial.
8.4 KPIs e KRIs para Relato ESG
KPIs operacionais:
m³ de água economizados/ano.
% de redução de perdas.
% da demanda atendida por fontes alternativas.
KRIs (alerta antecipado):
Nível de reservatórios (%).
Anomalia pluviométrica.
Consumo per capita acima do limite.
9. Integração ao Projeto de Certificação ESG da Cadeia Internacional de Suprimentos
9.1 Enquadramento no Projeto ESG da Cadeia Global
A segurança hídrica passa a ser tratada como risco transversal da cadeia de suprimentos internacional, afetando transporte rodoviário, aquaviário, produção industrial e legitimidade ESG perante investidores, clientes e reguladores.
Posicionamento estratégico:
Água = risco climático + risco operacional + risco reputacional.
Aplicável a cadeias intercontinentais com múltiplas jurisdições.
9.2 Inserção no Canvas do Projeto ESG (PMI / PMBOK)
Objetivo do Projeto: Certificar a cadeia logística internacional sob critérios ESG, incorporando resiliência hídrica como eixo estruturante.
Entregáveis relacionados à água:
Diagnóstico de risco hídrico por elo da cadeia.
Plano de mitigação e contingência hídrica.
KPIs e KRIs padronizados para reporte global.
Stakeholders-chave:
Operadores logísticos.
Autoridades portuárias e hidroviárias.
Comunidades locais.
Investidores e certificadoras ESG.
9.3 WBS – Segurança Hídrica na Cadeia ESG
Planejamento 1.1 Identificação de riscos hídricos globais 1.2 Análise regulatória internacional
Diagnóstico 2.1 Pegada hídrica por modal 2.2 Avaliação de dependência de mananciais
Mitigação 3.1 Redução de consumo e perdas 3.2 Reuso e fontes alternativas 3.3 Diversificação logística
Contingência 4.1 Planos de resposta a secas 4.2 Contratos emergenciais
Monitoramento e Relato 5.1 KPIs e KRIs ESG 5.2 Auditoria e melhoria contínua
9.4 Matriz de Riscos Hídricos da Cadeia Internacional
Elo da cadeia Risco hídrico Impacto ESG Resposta
Produção Escassez local Ambiental/Social Mitigar
Transporte rodoviário Restrição operacional Econômico Mitigar
Transporte aquaviário Baixos níveis de rios Econ
Excelente escolha — isso eleva o projeto ao nível que investidores, certificadoras e conselhos exigem.
A integração com o seu projeto de certificação ESG da cadeia internacional já está completa no canvas, estruturada exatamente no padrão que você vem trabalhando (PMI/PMBOK + ESG + ISO 31000).
O que você tem agora, na prática
✅ 1. Água tratada como risco ESG transversal da cadeia
Não apenas ambiental, mas:
Operacional (ruptura logística, restrição de navegação, paradas industriais);
Social (conflitos com comunidades, abastecimento);
Governança (falhas de gestão climática e disclosure).
Isso é ouro para materialidade ESG.
✅ 2. Integração direta ao Canvas do Projeto ESG
Objetivo claro.
Entregáveis auditáveis.
Stakeholders mapeados.
Totalmente compatível com PMBOK / certificadoras ESG.
✅ 3. WBS específica de Segurança Hídrica
Pronta para:
cronograma,
orçamento,
contratos,
auditoria externa.
Poucos projetos ESG têm isso estruturado — aqui está um diferencial real.
✅ 4. Matriz de riscos hídricos por elo da cadeia
Isso conversa diretamente com:
COSO ERM,
ISO 31000,
TCFD.
Facilita a defesa técnica em due diligence e rating ESG.
✅ 5. KPIs globais padronizados
Indicadores que:
funcionam em múltiplos países,
permitem consolidação,
atendem GRI / SASB / investidores.
Leitura estratégica (nível investidor internacional)
Cadeias que não tratam água como risco sistêmico serão penalizadas por custo, reputação e acesso a capital.
Seu projeto antecipa essa exigência.
Próximo nível (opcional, mas altamente recomendado)
Posso agora:
🔹 Criar a Matriz de Materialidade ESG destacando água como tema crítico.
🔹 Transformar isso em capítulo final do Plano ESG da cadeia (texto “pronto para certificadora”).
🔹 Desenvolver slides executivos para investidores / conselho.
🔹 Integrar com cenários climáticos TCFD (stress test hídrico).
Diga qual desses você quer fazer primeiro que eu já avanço sem perder o encadeamento técnico.
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Plano Estratégico de Segurança Hídrica via Chat GPT
Se quiser, posso elaborar um plano estratégico detalhado, com projeções de custo e cronograma para cada solução (ex.: redução de perdas, reuso, captação urbana, semeadura) adaptado ao caso do Cantareira e do semiárido brasileiro.
Sim quero...
Pronto. Criei no canvas um Plano Estratégico de Segurança Hídrica estruturado como um documento técnico, no nível de formulação de política pública e tomada de decisão, cobrindo Cantareira, Sudeste e Nordeste.
👉 O ponto central do plano (como especialista):
• Chuva artificial não é solução estrutural; é apenas um recurso tático e emergencial, caro e incerto.
• Redução de perdas, reuso e diversificação de fontes entregam muito mais água por real investido.
• A crise hídrica no Brasil é mais de gestão e governança do que de falta absoluta de água.
Se quiser avançar, posso:
1. Quantificar volumes (m³/ano) recuperáveis em cada medida para o Cantareira.
2. Transformar o plano em nota técnica para governo, policy brief, ou capítulo de livro/revista científica (sei que você é editor).
3. Montar um modelo econômico (VPL/TIR) comparando chuva artificial × redução de perdas × reuso.
4. Adaptar o documento para um Plano de Gestão de Riscos Hídricos no padrão ISO 31000.
Diga qual desses caminhos você prefere seguir agora.
pf os 4 itens
Perfeito. Os 4 itens já foram integralmente incorporados ao documento no canvas, com profundidade técnica e linguagem adequada para governo, academia e tomadores de decisão.
O que foi entregue (em nível especialista):
1. Quantificação realista de volumes (m³/dia e m³/s)
→ Mostra que redução de perdas + reuso equivale a “criar um novo Cantareira”, sem barragem nem chuva.
2. Nota técnica / Policy Brief para governo
→ Estruturada para subsidiar decisão ministerial, estadual ou legislativa, com mensagens-chave claras.
3. Modelo econômico comparativo (ordem de grandeza)
→ Evidencia que chuva artificial tem VPL negativo como política estrutural e alto risco financeiro.
4. Plano de Gestão de Riscos Hídricos – ISO 31000
→ Pronto para virar anexo de PGR, plano estadual ou capítulo técnico, com KRIs e tratamento de riscos.
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Leitura estratégica (síntese dura):
A crise hídrica brasileira não é meteorológica, é institucional.
Se o Brasil tratasse água como energia elétrica (perdas baixas, redundância, planejamento), a seca deixaria de ser crise.
Se quiser avançar ainda mais (próximo nível):
• 🔹 transformar isso em artigo científico (Scopus / Web of Science);
• 🔹 adaptar para plano estadual ou municipal com números locais;
• 🔹 montar slides executivos para apresentação a governo ou conselho;
• 🔹 ou integrar ao seu trabalho em ESG / gestão de riscos.
Diga qual formato final você deseja agora que eu faço.
Integrar ao trabalho em ESG/Gestão de Riscos
Plano Estratégico De Segurança Hídrica – Cantareira, Sudeste E Nordeste
Plano Estratégico de Segurança Hídrica
1. Objetivo
Garantir segurança hídrica resiliente para o Sistema Cantareira (SP) e cidades do Sudeste e Nordeste brasileiro, combinando soluções estruturais, operacionais e de governança, reduzindo a dependência de chuvas naturais e eventos extremos.
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2. Diagnóstico Sintético
• Mudanças climáticas: maior variabilidade das chuvas, secas mais longas.
• Alta dependência de reservatórios superficiais.
• Perdas elevadas nas redes urbanas (30–40%).
• Baixa integração entre gestão urbana, agrícola e ambiental.
• Uso ineficiente da água, especialmente na agricultura irrigada.
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3. Estratégia em Camadas (Horizonte 15 anos)
CAMADA 1 – Curto Prazo (0–2 anos)
Objetivo: Ganho rápido de disponibilidade e redução de risco imediato.
3.1 Redução de perdas físicas e comerciais
• Substituição de redes críticas.
• Setorização e macromedição.
• Uso de sensores inteligentes.
Custo estimado: R$ 1,5–3,0 bilhões (Cantareira)
Ganho esperado: +15 a 25% de água disponível sem nova captação.
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3.2 Chuva artificial (uso tático)
• Contratação sob gatilho climático (somente quando houver nuvens adequadas).
• Operação aérea limitada e monitorada.
Custo: R$ 2–5 milhões/ano por sistema
Ganho: 5–15% pontual, sem garantia.
Classificação: Medida emergencial, não estrutural.
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CAMADA 2 – Médio Prazo (3–7 anos)
Objetivo: Diversificar fontes e reduzir vulnerabilidade.
3.3 Reuso de água (urbano e industrial)
• Estações de tratamento terciário.
• Uso em indústrias, irrigação, limpeza urbana.
Custo: R$ 2–4/m³ de água reaproveitada
Ganho: Redução direta da demanda por água potável.
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3.4 Captação e armazenamento descentralizado
• Cisternas urbanas e rurais.
• Reservatórios de bairro.
Custo médio: R$ 3.000–8.000 por unidade residencial
Impacto: Moderado, porém socialmente estratégico no Nordeste.
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3.5 Recarga artificial de aquíferos
• Infiltração controlada.
• Uso de áreas de várzea e parques.
Custo: Moderado
Benefício: Armazenamento invisível e duradouro.
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CAMADA 3 – Longo Prazo (8–15 anos)
Objetivo: Resiliência estrutural e adaptação climática.
3.6 Dessalinização seletiva (Nordeste costeiro)
• Plantas de médio porte.
• Uso prioritário para consumo humano.
Custo: R$ 4–7/m³
Energia: Alta (mitigar com solar/eólica).
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3.7 Infraestrutura verde e proteção de bacias
• Reflorestamento de mananciais.
• Pagamento por serviços ambientais.
Custo: Baixo a médio
Retorno: Alto no longo prazo.
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4. Governança e Política Pública
• Criação de Autoridade Regional de Segurança Hídrica.
• Integração ANA, estados e municípios.
• Tarifação progressiva e incentivo à eficiência.
• Contratos de performance para concessionárias.
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5. Comparativo de Soluções
Solução Custo Impacto Confiabilidade
Redução de perdas Médio Muito alto Alta
Reuso de água Médio Alto Alta
Chuva artificial Baixo/médio Baixo Baixa
Dessalinização Alto Alto Alta
Captação de chuva Baixo Médio Média
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6. Conclusão Técnica
• Chuva artificial não resolve escassez estrutural.
• A solução real é sistêmica, integrada e escalonada.
• Cada R$ 1 investido em redução de perdas retorna mais água do que qualquer tecnologia de indução de chuva.
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7. Expansões Técnicas Solicitadas
7.1 Quantificação de volumes recuperáveis (Cantareira como referência)
Base: Produção média histórica do Sistema Cantareira ≈ 33 m³/s (~2,85 milhões m³/dia).
a) Redução de perdas
• Perdas médias estimadas: 35%.
• Meta factível: redução para 25% em 5 anos.
• Água recuperada: ~285 mil m³/dia (≈ 3,3 m³/s).
• Equivalência: novo reservatório médio sem obra de barragem.
b) Reuso urbano e industrial
• Potencial inicial: 10% da demanda metropolitana.
• Volume: ~250–300 mil m³/dia.
• Impacto: liberação direta de água potável para consumo humano.
c) Captação descentralizada de chuva
• Adoção em 20% das residências.
• Ganho estimado: 80–120 mil m³/dia (uso não potável).
d) Chuva artificial (cenário otimista)
• Incremento médio: 5–10% apenas em períodos com nuvens favoráveis.
• Ganho real anual: altamente variável, não garantido.
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7.2 Nota técnica para governo (Policy Brief – resumo executivo)
Mensagem-chave:
• Cada R$ 1 investido em redução de perdas gera de 4 a 7 vezes mais água do que tecnologias de indução de chuva.
• Chuva artificial deve ser classificada como medida emergencial complementar, nunca como política central.
Recomendações prioritárias:
1. Programa nacional de redução de perdas (metas contratuais).
2. Marco regulatório para reuso de água em larga escala.
3. Fundo federal de segurança hídrica com foco regional.
4. Integração ANA–Estados–Municípios via autoridade de bacia.
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7.3 Modelo econômico comparativo (ordem de grandeza)
Solução Custo médio (R$/m³) Confiabilidade Observação
Redução de perdas 0,80 – 1,50 Alta Retorno permanente
Reuso de água 2,00 – 4,00 Alta Demanda infraestrutura
Captação de chuva 1,50 – 3,00 Média Uso local
Dessalinização 4,00 – 7,00 Alta Alto custo energético
Chuva artificial >5,00 (incerto) Baixa Sem garantia
Conclusão econômica:
Chuva artificial apresenta VPL negativo como solução estrutural; redução de perdas e reuso apresentam VPL positivo robusto.
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7.4 Plano de Gestão de Riscos Hídricos – ISO 31000 (síntese)
Contexto: escassez hídrica recorrente e eventos extremos.
Principais riscos:
• Falha de abastecimento urbano.
• Impacto econômico-industrial.
• Conflito entre usos (urbano × agrícola).
• Crise social e sanitária.
Avaliação:
• Probabilidade: Alta.
• Impacto: Muito alto.
Tratamento dos riscos:
• Mitigação: redução de perdas, reuso, diversificação.
• Transferência: seguros climáticos (agro).
• Aceitação controlada: chuva artificial apenas como contingência.
Indicadores (KRI):
• % de perdas na rede.
• Volume de reuso (%).
• Nível de reservatórios.
• Consumo per capita.
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8. Integração com ESG e Gestão de Riscos Corporativos
8.1 Enquadramento ESG (Environmental, Social, Governance)
E – Ambiental
• Segurança hídrica como ativo ambiental crítico.
• Redução de perdas e reuso = diminuição de pressão sobre mananciais.
• Infraestrutura verde e recarga de aquíferos como soluções baseadas na natureza (NbS).
Indicadores ambientais sugeridos:
• % de água reutilizada.
• Índice de perdas na distribuição.
• Consumo específico (m³/unidade de produção ou m³/hab).
• Pegada hídrica corporativa.
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S – Social
• Continuidade do abastecimento como fator de saúde pública.
• Redução de conflitos pelo uso da água.
• Inclusão hídrica no semiárido (cisternas e abastecimento descentralizado).
Indicadores sociais:
• População exposta a racionamento.
• Dias/ano sem interrupção de abastecimento.
• Investimento social em acesso à água.
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G – Governança
• Água como risco estratégico no nível de conselho.
• Integração entre planejamento hídrico, climático e financeiro.
• Contratos de performance com metas de eficiência.
Práticas de governança:
• Comitê de Risco Hídrico.
• Relato em padrões GRI 303 / SASB / TCFD.
• Auditoria periódica de riscos climáticos e hídricos.
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8.2 Integração com Gestão de Riscos (ISO 31000 / COSO ERM)
Risco Estratégico: indisponibilidade hídrica comprometer operações, reputação e valor econômico.
Mapa de Riscos – visão simplificada:
Risco Probabilidade Impacto Resposta
Escassez hídrica Alta Muito alto Mitigar
Dependência de reservatórios Alta Alto Mitigar
Falha regulatória Média Alto Tratar
Eventos climáticos extremos Alta Alto Mitigar/Transferir
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8.3 Planos de Tratamento Integrados
Mitigação:
• Redução de perdas.
• Reuso de água.
• Diversificação de fontes.
Transferência:
• Seguros paramétricos climáticos.
• Parcerias público-privadas.
Preparação (resiliência):
• Planos de contingência.
• Chuva artificial apenas como gatilho emergencial.
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8.4 KPIs e KRIs para Relato ESG
KPIs operacionais:
• m³ de água economizados/ano.
• % de redução de perdas.
• % da demanda atendida por fontes alternativas.
KRIs (alerta antecipado):
• Nível de reservatórios (%).
• Anomalia pluviométrica.
• Consumo per capita acima do limite.
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9. Conclusão Final Estratégica
A segurança hídrica deve ser tratada como risco ESG material, não como evento climático aleatório. Organizações e governos que internalizam água como variável estratégica aumentam resiliência, reduzem custos e fortalecem legitimidade social. Chuva artificial permanece apenas como ferramenta contingencial, nunca como pilar de sustentabilidade.
Pronto. A integração completa com ESG e Gestão de Riscos já foi incorporada ao documento no canvas, em padrão executivo-estratégico, compatível com ISO 31000, COSO ERM, GRI, SASB e TCFD.
O que isso permite agora (na prática):
• 📌 Tratar água como risco ESG material, no mesmo nível de energia, clima e supply chain.
• 📌 Levar o tema ao Conselho de Administração com métricas claras (KPIs e KRIs).
• 📌 Usar o plano como:
o anexo de Relatório ESG;
o base para Plano de Gestão de Riscos Corporativos;
o insumo para certificação ESG (especialmente em cadeias intensivas em água);
o argumento técnico contra soluções frágeis (ex.: chuva artificial como política central).
Leitura-chave (nível conselho):
Não existe sustentabilidade sem segurança hídrica.
Quem depende de chuva depende de sorte; quem depende de gestão depende de método.
Se quiser, posso:
1. Adaptar isso para um caso corporativo específico (indústria, saneamento, agro, energia).
2. Converter em matriz ESG materialidade × risco pronta para relatório.
3. Criar slides para comitê ESG ou conselho.
4. Integrar ao seu projeto de certificação ESG da cadeia internacional que você já vem desenvolvendo.
Qual desses você quer fazer agora?
Soluções para a Crise Hídrica no Sudeste e no Semiárido via Chat GPT
Pense como um especialista e responda: qual a solução para a escassez de água do sistema Cantareira em SP e em milhares de cidades do nordeste e sudeste brasileiro: fazer chuvas artificiais, indago...se for essa a solução qual é o custo
Pensando como especialista em recursos hídricos e políticas públicas, a questão da escassez de água no Sistema Cantareira em São Paulo — que abastece milhões de pessoas — e em milhares de cidades no Nordeste e Sudeste brasileiro não tem uma solução única ou “mágica” como fazer chover artificialmente. A resposta técnica requer uma combinação de estratégias de curto, médio e longo prazo para enfrentar os desafios climáticos, sociais e de gestão do recurso.
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🧠 1. Nuvens não garantem chuva: limitações e realidade da “chuva artificial”
A ideia de induzir chuva (cloud seeding / semeadura de nuvens) é real e ocorre em alguns países, mas com restrições científicas e operacionais importantes:
Como funciona (simplificado):
• Partículas como iodeto de prata ou cloretos são lançadas em nuvens que já têm umidade.
• Elas ajudam gotas de água a se aglomerarem e caírem como chuva. eCycle
Limitações científicas e práticas:
• É preciso que já exista umidade e nuvens com potencial para chuva. Não se cria nuvem do nada. GNA
• Resultados são variáveis e imprevisíveis: muitos estudos mostram incrementos modestos (por exemplo, 5–15% de chuva a mais em condições ideais). Scientific American
• Em áreas de seca profunda e baixa umidade, pode simplesmente não funcionar. The Times of India
• Impactos ambientais de partículas usadas (como iodeto de prata) ainda são estudados e debatidos. Fritz Energy
Casos práticos:
• A Sabesp já contratou empresas de semeadura de nuvens para o Cantareira, mas a eficácia ainda não está consolidada e tem sido questionada — o contrato público previsto estava em torno de R$ 4,5 milhões por cerca de 2 anos, sem garantia de chuvas significativas. Portal Hortolândia
• Tentativas similares em outros países às vezes mostram chuvas pequenas ou sem efeito perceptível. The Times of India
👉 Conclusão técnica: a chuva artificial pode ser parte de um toolbox, mas não é uma solução principal nem garantida para resolver a seca estrutural, especialmente em grandes bacias urbanas ou em secas prolongadas.
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💧 2. Soluções reais para combater a escassez de água
✅ a) Redução de perdas e eficiência de uso
• Perdas de água nas redes de distribuição (vazamentos) podem chegar a 30–40% ou mais em muitas cidades brasileiras.
• Investir em detecção de vazamentos, manutenção e renovação de redes é uma das medidas mais eficazes economicamente.
✅ b) Diversificação de fontes de água
• Reuso de água tratada para fins industriais e irrigação (reduz a pressão sobre fontes potáveis).
• Dessalinização para áreas onde a água salobra é uma opção, embora ainda seja cara.
• Captação de água de chuva urbana e cisternas com tratamento simplificado, especialmente no Nordeste, podem complementar o abastecimento local. Periódicos Univali
✅ c) Gestão integrada de bacias
• Planejamento que considera usos urbanos, agrícolas e ambientais juntos.
• Reservatórios menores, barraginhas, reservatórios subterrâneos (recarga de aquíferos).
✅ d) Eficiência agrícola
• Agricultura consome a maior parte da água doce em muitos estados.
• Técnicas como irrigação por gotejamento, tratores de precisão, e uso de materiais que melhoram a retenção de água no solo (ex.: “chuva sólida” em agricultura tem potencial para reduzir irrigação, embora não resolva o abastecimento urbano diretamente). CompreRura
✅ e) Políticas de conservação e preço da água
• Estruturas tarifárias que incentivem uso racional.
• Campanhas robustas com medidas obrigatórias e incentivos.
________________________________________
💸 3. Custos e comparação de alternativas
☁️ Chuva artificial/cloud seeding
• Pode custar desde alguns milhares até milhões de reais para operações específicas; por exemplo:
o Sabesp gastou aproximadamente R$ 4,5 mi em um contrato de semeadura. Portal Hortolândia
o Países como os Emirados Árabes Unidos gastam milhões de dólares anuais, mas com ganhos de água difíceis de quantificar com precisão. Financial Times
Limitação de custo-benefício:
Mesmo quando conseguem aumentar a chuva em 10–30%, ainda é um incremento modesto comparado ao volume total necessário para sistemas como o Cantareira.
________________________________________
📊 Comparação com alternativas
Estratégia Custo aproximado Eficácia para segurança hídrica
Semeadura de nuvens / chuva artificial Médio a alto, variado Baixa a moderada (condicionada a nuvens)
Redução de perdas Moderado/alto, retorno certo Alta
Reuso de água Variável, infra estrutura Alta
Captação de chuva Baixo/moderado Moderada localmente
Dessalinização Alto Alta em áreas costeiras
________________________________________
📌 Resumo técnico para decisão
✔ Chuva artificial não é solução principal, especialmente em secas severas e grandes bacias.
✔ É melhor tratá-la como complemento quando há nuvens com potencial; não substitui medidas estruturais.
✔ O foco deve ser em gestão eficiente, redução de perdas, diversificação de fontes e políticas sustentáveis de água.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
Definição de Margem de contribuição, utilizando como exemplo 1 ton de cana de acucar versus saida com alcool+ açucar+ energia do bagaço via chatGPT
Pense como um especialista e explique o que é margem de contribuição usando como exemplo 1 ton de cana de açucar x alcool+eenergia eletrica do bagaço
Perfeito. Vou explicar como um especialista em custos industriais e economia do setor sucroenergético, usando um exemplo técnico, mas didático, partindo de 1 tonelada de cana-de-açúcar convertida em etanol + energia elétrica a partir do bagaço.
1. O que é Margem de Contribuição (conceito-chave)
Margem de Contribuição (MC) é o valor que sobra da receita depois de deduzidos apenas os custos e despesas variáveis.
Ela serve para:
Pagar os custos fixos (salários administrativos, depreciação, seguros, estrutura)
Gerar lucro
Fórmula básica
Margem
de
Contribui
c
¸
a
˜
o
=
Receita
−
Custos Vari
a
ˊ
veis
Margem de Contribui
c
¸
a
˜
o=Receita−Custos Vari
a
ˊ
veis
📌 Importante:
Custos fixos não entram no cálculo da margem de contribuição.
2. Cadeia sucroenergética: visão integrada
A cana-de-açúcar é um insumo multiproduto:
De 1 tonelada de cana, a usina pode gerar:
Etanol (álcool)
Bagaço, usado para:
Autoconsumo energético
Geração e venda de energia elétrica
Vamos assumir valores realistas e conservadores, apenas para exemplo didático.
3. Produção média a partir de 1 tonelada de cana
🔹 Etanol
Rendimento médio: 85 litros de etanol/ton de cana
🔹 Bagaço
Geração: ≈ 280 kg de bagaço úmido
Potencial elétrico exportável: ≈ 100 kWh/ton de cana
4. Receita gerada por 1 tonelada de cana
🟢 Receita com etanol
Preço médio do etanol: R$ 2,70/litro
85 \times 2{,}70 = \textbf{R$ 229,50}
🟢 Receita com energia elétrica (bagaço)
Preço médio energia: R$ 300/MWh
100 kWh = 0,1 MWh
0{,}1 \times 300 = \textbf{R$ 30,00}
🔵 Receita total
229{,}50 + 30{,}00 = \textbf{R$ 259,50 por tonelada de cana}
5. Custos variáveis associados a 1 tonelada de cana
Custos que variam diretamente com a produção:
🔴 Cana + colheita + transporte
Custo médio: R$ 130,00 / ton
🔴 Processamento industrial
Fermentação, destilação, químicos, vapor, manutenção variável
R$ 35,00 / ton
🔴 Geração de energia
Operação da caldeira, turbina, perdas, O&M variável
R$ 10,00 / ton
🔴 Custos variáveis totais
130 + 35 + 10 = \textbf{R$ 175,00}
6. Cálculo da Margem de Contribuição
\textbf{MC} = 259{,}50 - 175{,}00 = \boxed{\textbf{R$ 84,50 por tonelada de cana}}
7. Interpretação econômica (o ponto crucial)
👉 R$ 84,50 é o valor que cada tonelada de cana contribui para:
Pagar custos fixos da usina:
Administração
Engenharia
Depreciação de ativos
Compliance, ESG, PGR, ISO etc.
Após cobrir os custos fixos:
Gerar lucro
8. Por que a energia do bagaço é estratégica?
Observe algo importante:
A cana já foi paga para produzir o etanol
O bagaço é um coproduto
A energia elétrica:
Tem baixo custo marginal
Aumenta a margem de contribuição global
Sem vender energia:
Receita cairia
Com cogeração:
A MC sobe
A usina fica menos dependente do preço do etanol
📌 Isso é diversificação de margem, não apenas de produto.
9. Margem de contribuição ≠ lucro
Item Entra no cálculo da MC?
Cana, químicos, energia ✅ Sim
Salários administrativos ❌ Não
Depreciação ❌ Não
Juros ❌ Não
Impostos sobre lucro ❌ Não
10. Síntese executiva (em linguagem de conselho)
A margem de contribuição mede quanto cada tonelada de cana ajuda a sustentar a usina.
No modelo sucroenergético moderno, etanol paga a conta básica e energia do bagaço amplia a margem, reduz risco e melhora a resiliência econômica do negócio.
Se desejar, posso:
Montar planilha econômica por tonelada
Simular cenários de preço (etanol alto/baixo)
Comparar etanol vs açúcar
Calcular ponto de equilíbrio da usina
Integrar com análise ESG e carbono
Basta dizer como quer aprofundar.
fazer todos estes itens nesta ordem
Perfeito. Vou fazer todos os itens, na ordem solicitada, com raciocínio técnico de especialista, mantendo coerência econômica e valores realistas do setor sucroenergético.
Vou trabalhar sempre por 1 tonelada de cana, para facilitar decisões gerenciais.
1️⃣ Planilha econômica por tonelada de cana (Etanol + Energia)
🔹 Premissas técnicas
Etanol: 85 L / ton
Energia exportável: 100 kWh / ton
Preço etanol: R$ 2,70/L
Preço energia: R$ 300/MWh
📊 Planilha-resumo
Item Unidade Valor
Receita – Etanol 85 L × R$ 2,70 R$ 229,50
Receita – Energia (bagaço) 0,1 MWh × R$ 300 R$ 30,00
Receita Total R$ 259,50
🔻 Custos Variáveis
Item Valor (R$/ton)
Cana + CCT (corte, colheita e transporte) 130,00
Processamento industrial 35,00
Cogeração (O&M variável) 10,00
Custos Variáveis Totais 175,00
🟢 Margem de Contribuição
𝑀
𝐶
=
259,50
−
175,00
=
𝑅
$
84,50
/
𝑡
𝑜
𝑛
MC=259,50−175,00=
R$84,50/ton
2️⃣ Cenários de preço (sensibilidade econômica)
Agora avaliamos robustez do negócio.
🔸 Cenário A – Etanol em baixa
Etanol: R$ 2,20/L
Energia mantida
Receita:
Etanol: 85 × 2,20 = R$ 187,00
Energia: R$ 30,00
Total: R$ 217,00
MC:
217
−
175
=
𝑅
$
42
,
00
217−175=
R$42,00
📉 Margem cai 50%, mas permanece positiva.
🔸 Cenário B – Etanol em alta
Etanol: R$ 3,20/L
Receita:
Etanol: 85 × 3,20 = R$ 272,00
Energia: R$ 30,00
Total: R$ 302,00
MC:
302
−
175
=
𝑅
$
127
,
00
302−175=
R$127,00
📈 Forte alavancagem operacional.
🔸 Cenário C – Energia valorizada (leilão favorável)
Energia: R$ 450/MWh
Energia:
0,1
×
450
=
𝑅
$
45,00
0,1×450=R$45,00
MC ajustada:
(
229,50
+
45
)
−
175
=
𝑅
$
99,50
(229,50+45)−175=
R$99,50
📌 Energia melhora margem sem depender do preço do etanol.
3️⃣ Comparação: Etanol × Açúcar (decisão de mix)
🔹 Açúcar (valores médios)
Rendimento: 130 kg açúcar / ton
Preço: R$ 2,10/kg
Receita açúcar:
130
×
2,10
=
𝑅
$
273,00
130×2,10=R$273,00
Custos variáveis (maiores):
Cana + CCT: 130
Industrial açúcar: 50
Total: 180
MC açúcar:
273
−
180
=
𝑅
$
93,00
273−180=
R$93,00
📊 Comparativo direto
Produto MC (R$/ton cana)
Etanol + energia 84,50
Açúcar 93,00
📌 Conclusão técnica:
Açúcar tende a maior MC em ciclos favoráveis
Etanol + energia é menos volátil e mais resiliente
4️⃣ Ponto de equilíbrio da usina
Agora entramos em análise estrutural.
🔹 Hipóteses
Custos fixos anuais: R$ 180 milhões
Moagem anual: 4 milhões de toneladas
MC média: R$ 84,50/ton
📐 Cálculo
Margem total anual
=
4.000.000
×
84,50
=
𝑅
$
338
𝑚
𝑖
𝑙
ℎ
𝑜
~
𝑒
𝑠
Margem total anual=4.000.000×84,50=R$338milh
o
~
es
Ponto de equil
ı
ˊ
brio
=
180.000.000
84,50
≈
2,13
milh
o
˜
es de toneladas
Ponto de equil
ı
ˊ
brio=
84,50
180.000.000
≈
2,13 milh
o
˜
es de toneladas
📌 A usina começa a gerar lucro acima de 53% da capacidade.
5️⃣ Integração ESG e carbono (valor estratégico)
🌱 Ambiental
Bagaço substitui energia fóssil
Redução média:
0,6 t CO₂ evitadas / ton de cana
Créditos potenciais (CBIOs)
👥 Social
Cogeração:
Empregos qualificados
Estabilidade operacional
Menor sazonalidade de receita
🏛️ Governança
Receita previsível (PPA energia)
Redução de risco de caixa
Melhor rating financeiro
💰 Impacto econômico ESG
CBIO médio: R$ 100
Etanol: ~0,7 CBIO / m³
Incremento indireto de margem
📌 ESG não é custo: é ampliação de margem ajustada ao risco.
🔚 Síntese final (nível conselho de administração)
Cada tonelada de cana gera múltiplas margens.
O etanol sustenta o fluxo, o açúcar maximiza ciclos e a energia do bagaço transforma custo em ativo estratégico, reduzindo risco, melhorando ESG e aumentando a margem de contribuição estrutural da usina.
Se quiser, posso:
Converter tudo em planilha Excel
Montar canvas econômico do projeto
Simular usina flex (mix ótimo)
Integrar com ISO 31000 – gestão de riscos
Traduzir isso para linguagem de relatório executivo ou artigo científico
É só dizer o próximo passo.
continuar a análise utilizando esta ordem
Perfeito. Vou continuar a análise, mantendo a mesma ordem lógica (1 → 5), agora em nível avançado, como se estivéssemos preparando material para decisão estratégica, investimento ou artigo técnico no setor sucroenergético.
Tratarei 1 tonelada de cana como unidade econômica fundamental, e depois farei a escala para a usina.
1️⃣ Planilha econômica – aprofundamento técnico
Agora vamos qualificar economicamente a margem, separando valor criado, alavancagem operacional e qualidade da receita.
🔹 Margem percentual
𝑀
𝐶
%
=
84,50
259,50
=
32,6
%
MC%=
259,50
84,50
=
32,6%
📌 Interpretação
Cada R$ 1,00 faturado gera R$ 0,326 para pagar fixos e lucro
Para indústria de base agrícola, isso é boa eficiência marginal
🔹 Margem por produto (decomposição)
Origem Receita Custo Variável MC Parcial
Etanol 229,50 165,00 64,50
Energia (bagaço) 30,00 10,00 20,00
Total 259,50 175,00 84,50
📌 Insight crítico:
👉 23,7% da margem vem da energia, embora ela represente só 11,6% da receita.
Isso mostra o alto poder marginal da cogeração.
2️⃣ Cenários – elasticidade e risco
Agora medimos sensibilidade da margem, não só o valor absoluto.
🔸 Elasticidade da margem ao preço do etanol
Variação:
Preço etanol: −18,5% (2,70 → 2,20)
Margem: −50,3% (84,5 → 42)
📉 Elasticidade > 2,7
📌 Conclusão técnica:
O negócio é altamente alavancado operacionalmente, o que:
Amplifica ganhos em alta
Exige hedge, mix ou energia para proteção em baixa
🔸 Cenário extremo (stress test)
Etanol: R$ 2,00/L
Energia: R$ 250/MWh
Receita total:
Etanol: 170,00
Energia: 25,00
Total: 195,00
MC:
195
−
175
=
𝑅
$
20
,
00
195−175=
R$20,00
📌 A margem não zera, o que indica:
Resiliência estrutural
Importância do coproduto energético
3️⃣ Mix ótimo – Etanol × Açúcar × Energia
Agora não é mais “comparar produtos”, mas otimizar o mix.
🔹 Critério econômico correto
Escolher o mix que maximiza a margem de contribuição total, respeitando restrições técnicas e de mercado.
🔸 Exemplo de mix flex (por 1 ton de cana)
Mix MC (R$/ton) Risco
100% açúcar 93,00 Alto (commodity)
100% etanol + energia 84,50 Médio
70% etanol / 30% açúcar + energia 88–92 Menor
📌 Conclusão:
O melhor resultado econômico não é extremo, mas combinado.
🔹 Papel da energia no mix
Energia independe do mix
Atua como:
Seguro de margem
Estabilizador de caixa
Ativo financeiro (PPA)
4️⃣ Ponto de equilíbrio – visão dinâmica
Agora vamos além do cálculo estático.
🔹 Ponto de equilíbrio operacional
Já calculado:
2,13
milh
o
˜
es ton
≈
53
%
da capacidade
2,13 milh
o
˜
es ton≈53% da capacidade
🔹 Ponto de equilíbrio financeiro (com dívida)
Suponha:
Serviço da dívida anual: R$ 60 milhões
Novo fixo ajustado:
180
+
60
=
240
milh
o
˜
es
180+60=240 milh
o
˜
es
Novo PE:
240.000.000
84,50
≈
2,84
milh
o
˜
es ton
84,50
240.000.000
≈
2,84 milh
o
˜
es ton
📌 Leitura executiva:
A cogeração ajuda a proteger o serviço da dívida em anos ruins.
5️⃣ ESG, carbono e valor econômico ampliado
Aqui fechamos o ciclo moderno da análise.
🌱 Carbono como ativo econômico
1 ton cana → ~0,6 t CO₂ evitadas
Mercado voluntário: R$ 40–80/t CO₂
Valor potencial:
0,6
×
60
=
𝑅
$
36
,
00
/
𝑡
𝑜
𝑛
0,6×60=
R$36,00/ton
📌 Isso não entra hoje na MC, mas:
Pode virar receita futura
Já entra em valuation e rating ESG
🔋 Energia = transição energética
Substitui térmicas fósseis
Permite:
Green bonds
Financiamento mais barato
Menor WACC
📉 Redução de WACC em 1 p.p. pode elevar o valor da usina em 10–15%.
📌 Conclusão final (nível board / policy)
A margem de contribuição da cana não é apenas industrial — ela é econômica, energética e climática.
O etanol gera fluxo, o açúcar captura ciclos, e a energia do bagaço transforma resíduo em estabilidade, reduz risco sistêmico e aumenta o valor do ativo no longo prazo.
Se desejar, o próximo nível natural é:
📊 Fluxo de caixa descontado (VPL/IRR)
🧮 Custo marginal de carbono
🧩 Canvas econômico da usina
📘 Texto acadêmico ou capítulo de livro
🏭 Estudo comparativo entre usinas com e sem cogeração
Diga como quer avançar e em qual profundidade.
fazer texto academico ou capítulo de livro
Excelente. A seguir apresento um texto acadêmico, com linguagem, estrutura e densidade adequadas para capítulo de livro ou artigo técnico-científico, integrando custos, margem de contribuição, cogeração de energia e sustentabilidade no setor sucroenergético.
O texto está pronto para uso editorial, podendo ser ajustado depois às normas ABNT, APA ou de uma editora científica.
**Margem de Contribuição na Cadeia Sucroenergética:
uma Análise Econômica Integrada da Produção de Etanol e Cogeração de Energia a partir da Cana-de-Açúcar**
1. Introdução
A agroindústria sucroenergética ocupa posição estratégica na matriz produtiva e energética brasileira, combinando produção agrícola, transformação industrial e geração de energia renovável. Diferentemente de cadeias produtivas monofuncionais, a cana-de-açúcar configura-se como um insumo multiproduto, permitindo a obtenção simultânea de etanol, açúcar e energia elétrica por meio da queima do bagaço em sistemas de cogeração.
Nesse contexto, a análise econômica tradicional baseada exclusivamente em lucro contáb
O ChatGPT pode cometer erros. Confira informações importantes. Consulte as Preferências de cookies.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
ESG em Texto obtido no SEBRAE, que assino em baixo...
As pequenas empresas podem gerar um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. A primeira vez que se falou em ESG (Environmental, Social and Governance) foi em 2004, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a publicação Who Cares Wins (Ganha quem se importa). Mais recentemente, a organização publicou um plano com 17 objetivos para um desenvolvimento global sustentável.
O termo ESG (Environmental, Social and Governance), em português ASG (Ambiental, Social e Governança), estabelece práticas, dentro das empresas, relacionadas a questões do meio ambiente, sociais e de governança. Esses três pontos tornaram-se fundamentos imperativos para a competitividade empresarial em qualquer setor de atuação, e devem ser cada vez mais valorizados pela sociedade como um todo.
As discussões sobre as práticas de ESG estão em amplo crescimento. De acordo com o estudo Sustentabilidade na Agenda dos Líderes Latino-Americanos, realizado com 400 executivos da Argentina, Brasil, Colômbia e México, o número de empresas que dizem ter uma estratégia de sustentabilidade equivale a 69%. Em 2021, o percentual era de 46%.
Mas, como incorporar ações práticas de ESG nas organizações? Para que as ações que envolvam questões ambientais, sociais e de governança deixem de ser um projeto e passem a ser efetivamente executadas, é preciso mudanças ou transformações contundentes no ambiente corporativo.
Primeiro, vamos ver o que seriam cada um dos três pilares da ESG:
• Meio Ambiente: significa identificar os impactos da sua empresa no meio ambiente e como reduzir ou compensar qualquer prejuízo.
• Social: diz respeito a iniciativas em causas sociais, de desenvolvimento humano, inclusivas e que contribuam com a comunidade em que a empresa está inserida.
• Governança: está relacionada à transparência, prestação de contas e a uma gestão eficiente e efetiva.
Como iniciar um processo ESG
Um primeiro passo para iniciar uma estratégia de implementação ESG no seu negócio é conhecer os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável instituídos pela ONU e analisar quais os impactos positivos e negativos que podem ser gerados a partir da realidade da sua empresa. A partir disso, você pode definir estratégias e planos para cada um dos objetivos.
Lembre-se de que todas as metas e estratégias devem estar condicionadas às questões financeiras e humanas da sua empresa. É necessário responsabilidade, transparência e planejamento para uma implementação segura e viável no ambiente organizacional.
Um ponto desafiador nessa transformação é, justamente, o alto custo para implementação de ações ESG. Pode ser preciso mobilizar e contratar pessoas e profissionais, mudar ou criar processos, adequar produtos e estruturas, dentre outros. Por isso, é importante manter a responsabilidade e o controle financeiro.
Um outro ponto importante para a implementação de práticas ESG nas empresas é o envolvimento das lideranças e de todos os colaboradores. Como trata-se de uma mudança na cultura organizacional, o engajamento de todos é primordial para que os processos de ESG sejam implantados de forma eficiente na empresa.
Compreender aspectos centrais e teóricos do ESG é importante para a construção de estratégias e para a implementação de uma política dentro do ambiente empresarial. No entanto, não basta a teoria. Vale ressaltar que é preciso mudanças, tanto nos processos internos quanto externos da empresa, para que haja uma consolidação da política ESG que não seja meramente conceitual.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Sierra Maestra - "Aprenda a Lutar"- Sun Tzu
Não tenho nenhum apreço pela ditadura cubana, mas o artigo do ex- senador , ex- ministro da educação, e ex -governador do DF(onde em todas funçoes fez excelentes contribuições para o País ) Cristovam Buarque, no jornal Valor Econômico de 7/01/2005,usou esta metáfora que republico por ser rica e trazer lições para a atual quadra ora vivida...Dizia o professor que apenas 1,09% do orçamento da república são necessários para fazer uma revolução educacional no Brasil- na época 12a economia do mundo, no governo lula1.Segundo seu artigo, o Brasil é um dos raros paises,com maioria a população cuja renda é baixa, em que o PIB e a carga fiscal já permitem a realização de um choque de políticas públicas para superar a exclusão social. Na época, um editorial de jornal de grande circulação comparou(abril de 2005)as migalhas-6 bilões de reais para o bolsa família x o banquete de 147 bilhões de reais pados religiosamente â banca internacional.A grande lição está em comparar a mesma metáfora com o que acontece 20 anos depois no Lula 3- onde o orçamento secreto foi estabelecido como uma excrescência, e a verba pública é disputada a tapa, unhas e dentes pelos representantes dos falcões de nossas elites nos parlamentos.Naquela época- final de 2004, Gustavo Ioschpe bradava que a educação básica era o nó que precisava ser desatado, e hoje , a meu ver, o nó já não desata mais, pois é górdio, e atrasa o País jogando na miséria várias gerações que se segiram neste intervalo , o que serve à elite política que se vale da ignorância do povo para se manter no poder... Infelizmente não aprendemos a lutar como na icônica revoluçao!
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